É, tamos aqui de novo.
Hoje, vulgo dia 7, era pra ser um dos dias mais alegremente aterrorizantes do ano e o fim dele está sendo extremamente chato.
Chato não no sentido de ter ficado monótono, pelo contrário, seria ótimo se fosse dormir entediada hoje, só pensando nas apresentações e de como me aplaudiram.
Mas não, depois de tocar 2 músicas no teclado, 1 no violão e ter apresentado uma peça eu sou recebida em casa com a porta de minha mãe trancada e ela não querendo nem abrir pra falar comigo. Meu pai tentando me puxar pro lado dele tentando compensar o fato de não ter visto a peça.
Pelo menos ele tentou né.
Abrindo meu coração: Eu to quase achando que isso estragou minha noite porque cá estou eu chorando enquanto escrevo isso e vejo meu pai indo dormir de roupa num quarto que não seja o dele porque minha mãe revindicou o quarto pra ela.
Essa foi a primeira apresentação do ano que eu tive coragem de chama-los e veja só, eu nem consigo aproveitar o prazer que essa noite me deu.
Mas apesar disso eu sei que enquanto eu estava naquele palco e naquele salão pessoas maravilhosas me ajudaram e partilharam da alegria de estar lá comigo, então a elas eu agradeço:
Bianca, apesar de você estar super nervosa foi você quem mais me ajudou a ficar calma.
Mavi, obrigada por estar lá ao meu ladinho dizendo que eu conseguia, acreditei em você.
Thiago, por me colocar em uma roupa de estátua da liberdade e me colocar numa peça maravilhosa.
Marcos, por ser amigo suficiente pra tocar a música que eu escolhi comigo e me dar uma palheta.
Milton, por ter sido mais que um professor nesse ano e hoje, especialmente, ter se mostrado um grande amigo e ter me dado o abraço mais sincero de orgulho.
Adriano, por ter me aguentado reclamando das músicas até encontrar uma que me agradasse.
Gabriel, simplesmente por ter vindo de sua cidadezinha até aqui, sua presença foi realmente reconfortante.
Inspetoras, porteiros e funcionários do colégio, pelo apoio que vocês deram durante os ensaios e palavras amigas durante os momentos de nervosismo.
Hoje foi um dia ótimo que teve um fim desnecessariamente ruim.
Vou fazer como fiz durante o ano, não convidarei meus pais e ficarei só com a parte boa!
Obrigada mesmo a todos que citei e alguns outros não citados, sério, vocês são ótimos e digo de coração, amo todos vocês.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Um hábito que adquiri ao longo do tempo foi o de analisar a língua portuguesa e, para minha sorte, uma amiga me acompanhou nessa sina. Refletimos desde a estranheza de suéter até a beleza de amiúde, da força de voraz até a repulsa de mortadela e também sobre a aversão a marimbondo, tanto a palavra quanto o bicho.
Em uma dessas reflexões chegamos ao tema saudades, porém não dissecamos-a como normalmente fazemos, e sim focamos na importância de sua existência. Algumas palavras são inúteis como papisa (quem precisa de um nome feminino para papa quando é necessário ser um homem para se tornar um?), mas a saudade é extremamente importante e parece um absurdo saber que ela só existe na língua portuguesa.
Saudade é uma palavra única para um sentimento singular que não pode ser estritamente luso e fico inconformada de saber que nenhuma outra língua tentou incorporá-la em seu vocabulário. Uma mistura de perda, falta, distância e amor todas fundidas em uma só saudade.
A intensidade presente nela não existe em outras, pode se afirmar que sente falta de alguém mas não é a mesma coisa que dizer que sente saudades dessa pessoa. Num dia chuvoso você sente falta de um guarda-chuva, mas não sente saudades dele.
Terminamos essa análise concordando que saudades é uma palavra impactante. Nos entreolhamos e então percebemos que a palavra impactante merecia uma avaliação e o ciclo continuou.
Em uma dessas reflexões chegamos ao tema saudades, porém não dissecamos-a como normalmente fazemos, e sim focamos na importância de sua existência. Algumas palavras são inúteis como papisa (quem precisa de um nome feminino para papa quando é necessário ser um homem para se tornar um?), mas a saudade é extremamente importante e parece um absurdo saber que ela só existe na língua portuguesa.
Saudade é uma palavra única para um sentimento singular que não pode ser estritamente luso e fico inconformada de saber que nenhuma outra língua tentou incorporá-la em seu vocabulário. Uma mistura de perda, falta, distância e amor todas fundidas em uma só saudade.
A intensidade presente nela não existe em outras, pode se afirmar que sente falta de alguém mas não é a mesma coisa que dizer que sente saudades dessa pessoa. Num dia chuvoso você sente falta de um guarda-chuva, mas não sente saudades dele.
Terminamos essa análise concordando que saudades é uma palavra impactante. Nos entreolhamos e então percebemos que a palavra impactante merecia uma avaliação e o ciclo continuou.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Pois bem, tenho uma tarefa de redação. Não é uma lição qualquer porque eu gostei da proposta, e a tal merece um nível de comprometimento maior que o das outras. Então aqui vai a primeira tentativa dela:
Inacreditavelmente acordei naquele domingo com o pique pra começar os exercícios prometidos no mês passado e isso é um evento tão raro que a dona Dirce da casa ao lado sempre tira as roupas do varal quando eu saio com roupas de ginástica. Para entrar no clima preparei uma vitamina ao som de uma rádio agitada e quando terminei fui para a sala dar um tempinho, só iria a academia dali duas horas.
Estava quase dormindo assistindo um programa qualquer na tv quando o carteiro chegou e dentre as várias contas estava um envelope estranho, daqueles ecologicamente corretos e tudo mais. Resolvi o abrir primeiro e descobri que a floricultura da esquina estava fazendo uma promoção para o dia do jardineiro, comprando qualquer produto acima de 40 reais você ganhava uma muda de begônia, que tinha dois olhos brilhantes e um sorriso enorme no desenho feito a mão no papel reciclável. Só pensar que alguém manualmente tantas begônias para entregar suponho que pra muita gente, já que só comprei uma plantinha de plástico para minha mãe a uns dois anos atrás e lembraram de mim, me deixou tão cansada que quase desisti da corrida.
Saí de casa com o pretexto de chegar até a academia, que é umas 15 quadras de casa, correndo e até a rua do parque isso foi possível, mas havia muita gente no Trianon aquele dia e correr estava ficando cada vez mais difícil vendo que quanto mais perto da entrada eu chegava maior era a concentração de pessoas. Parei um pouco para recuperar o fôlego e ao apoiar as mãos nos joelhos vi o porque do tumulto: uma mulher vestindo algo que parecia um vestido ao mesmo tempo que não era, andando num triciclo.
Cansada e estupefata, fui incapaz de me mover e só saí do caminho quando algumas das pessoas que estavam lá começaram a tocar um ritmo estranho e um homem me puxou dizendo "é por aí que a noiva passa, sai daí!"
Por enquanto só escrevi até aí e acho que vou mudar de ideia e refazer a tal redação. É personagem sedentária, sua vida acaba aqui.
Inacreditavelmente acordei naquele domingo com o pique pra começar os exercícios prometidos no mês passado e isso é um evento tão raro que a dona Dirce da casa ao lado sempre tira as roupas do varal quando eu saio com roupas de ginástica. Para entrar no clima preparei uma vitamina ao som de uma rádio agitada e quando terminei fui para a sala dar um tempinho, só iria a academia dali duas horas.
Estava quase dormindo assistindo um programa qualquer na tv quando o carteiro chegou e dentre as várias contas estava um envelope estranho, daqueles ecologicamente corretos e tudo mais. Resolvi o abrir primeiro e descobri que a floricultura da esquina estava fazendo uma promoção para o dia do jardineiro, comprando qualquer produto acima de 40 reais você ganhava uma muda de begônia, que tinha dois olhos brilhantes e um sorriso enorme no desenho feito a mão no papel reciclável. Só pensar que alguém manualmente tantas begônias para entregar suponho que pra muita gente, já que só comprei uma plantinha de plástico para minha mãe a uns dois anos atrás e lembraram de mim, me deixou tão cansada que quase desisti da corrida.
Saí de casa com o pretexto de chegar até a academia, que é umas 15 quadras de casa, correndo e até a rua do parque isso foi possível, mas havia muita gente no Trianon aquele dia e correr estava ficando cada vez mais difícil vendo que quanto mais perto da entrada eu chegava maior era a concentração de pessoas. Parei um pouco para recuperar o fôlego e ao apoiar as mãos nos joelhos vi o porque do tumulto: uma mulher vestindo algo que parecia um vestido ao mesmo tempo que não era, andando num triciclo.
Cansada e estupefata, fui incapaz de me mover e só saí do caminho quando algumas das pessoas que estavam lá começaram a tocar um ritmo estranho e um homem me puxou dizendo "é por aí que a noiva passa, sai daí!"
Por enquanto só escrevi até aí e acho que vou mudar de ideia e refazer a tal redação. É personagem sedentária, sua vida acaba aqui.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Desespero de quarta-feira
Eu não posso ter sido a primeira pessoa a amar e odiar algo ao mesmo tempo. E por favor, se eu for, mintam para que eu não me sinta tão estranha.
Hoje é uma simples quarta-feira na pacata vidinha que eu vivo na megalópole (alerta de enorme quantidade de ironia na palavra) onde moro. O problema das quartas-feiras é que nelas mora o perigo e o amor. Porque é nelas em que eu tenho minhas aulas de redação.
Minha professora é simplesmente um gênio, portanto bate um desespero na hora de escrever porque a seguinte frase não sai da cabeça: O que ela vai achar disse texto?
E por ela ser um gênio, que eu completamente admiro (ela não sabe que eu tenho um blog, logo não estou a bajulando por nota) me importo com a opinião dela. E é por isso que eu tenho pavor de entregar meus trabalhos e, consequentemente, pavor das quartas-feiras.
Hoje ela nos mostrou desde textos extremamente ruins até os tão bons que dá vontade de abraçar quem escreveu, e enquanto mostrava a ralé ria de gosto ao ver erros e nos mostrar os absurdos. Digamos que isso contribuiu muito pra que meu medo crescesse e que eu precisasse desabafar sobre o assunto num blog desconhecido.
Não é uma historinha de humor, nem uma triste, mas sim um desafogo de algo completamente desnecessário mas que me acompanha por onde eu vou.
Vou publicar logo isso antes que eu comece a reler o que escrevi e decida colocar nos rascunhos juntos com os outros mil e um textos que eu não publico com medo de algum dia ela descobrir que tenho um blog.
É, a vida não tá fácil pra ninguém.
Hoje é uma simples quarta-feira na pacata vidinha que eu vivo na megalópole (alerta de enorme quantidade de ironia na palavra) onde moro. O problema das quartas-feiras é que nelas mora o perigo e o amor. Porque é nelas em que eu tenho minhas aulas de redação.
Minha professora é simplesmente um gênio, portanto bate um desespero na hora de escrever porque a seguinte frase não sai da cabeça: O que ela vai achar disse texto?
E por ela ser um gênio, que eu completamente admiro (ela não sabe que eu tenho um blog, logo não estou a bajulando por nota) me importo com a opinião dela. E é por isso que eu tenho pavor de entregar meus trabalhos e, consequentemente, pavor das quartas-feiras.
Hoje ela nos mostrou desde textos extremamente ruins até os tão bons que dá vontade de abraçar quem escreveu, e enquanto mostrava a ralé ria de gosto ao ver erros e nos mostrar os absurdos. Digamos que isso contribuiu muito pra que meu medo crescesse e que eu precisasse desabafar sobre o assunto num blog desconhecido.
Não é uma historinha de humor, nem uma triste, mas sim um desafogo de algo completamente desnecessário mas que me acompanha por onde eu vou.
Vou publicar logo isso antes que eu comece a reler o que escrevi e decida colocar nos rascunhos juntos com os outros mil e um textos que eu não publico com medo de algum dia ela descobrir que tenho um blog.
É, a vida não tá fácil pra ninguém.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Meu caro amigo me perdoe, por favor
"Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita"
Eu não costumo escrever sem ter certeza que alguém lerá, portanto a letra do Chico logo acima serve para que pelo menos em minha louca imaginação, tenha alguém lendo isso.
Meu caro amigo,
Já faz algum tempo desde que resolvi escrever algo por aqui, mas daqui a alguns dias eu embarcarei em um voo pro exterior.
Como já disse algum gênio da Perdigão, vou abrir meu coração pra você. Eu nunca andei de avião na vida. Eu nunca sai do Brasil. E eu nunca, imaginei que quando saísse seriam em tais condições.
Até umas semanas atrás, as condições a que me referi eram as melhores:
Tinham conseguido uma casa linda e barata pra ficarmos
Iríamos todos para Espanha
Poderíamos ver o que quiséssemos
E então, recebemos uma notícia, uma notícia que fez com que minha mãe quisesse adiantar a viagem.
Não sei se são apenas meus pais que são assim, mas sempre eu sou a última a saber do que está se passando. Eu não fazia ideia que minha mãe estava tentando trocar os dias do voo, que meu irmão havia se machucado jogando vôlei e muito menos que tinha sido sério o bastante pra ele ir para uma cirurgia no dia seguinte.
E essas são as circunstâncias atuais:
Não temos mais a casa linda
Meu irmão não vai mais conosco
Poderemos admirar bastante o interior do hospital, caso as coisas não melhorem.
A situação em casa está um caos, e pra compensar a preocupação que minha mãe tem com meu irmão, ela está teimando com toda e qualquer coisa que eu faça ou não faça.
Obviamente eu não quero culpar meu irmão por isso, e me senti horrível por tê-lo feito outro dia. "Afinal, se ele não tivesse machucado a perna não teríamos nenhum desses problemas" E eu fiquei brava, brava comigo e com ele.
Com ele por ser o culpado (pelo menos em minha mente) e comigo, por culpá-lo sendo que ele era apenas mais uma vítima, e uma mais afetada que eu ainda.
Egoísta como sou, ao saber das notícias fui ao meu colégio, tanto porque daqui a pouco teria aulas, tanto pra fugir um pouco do clima em casa. Não que eu seja de todo transparente, mas sempre que eu chego com algum problema na escola, uma amiga repara.
Eu choro por razões várias, como filmes melosos, dor e a mais comum, raiva. Naquele dia, no banheiro da escola mesmo, eu descarreguei muito que estava preso.
Enquanto as lágrimas escorriam, ela me consolava. E a cada palavra, uma lágrima. Cada lágrima, um peso descarregado. Era incrível, como uma coisa tão leve pode pesar tanto na alma de alguém.
Eu agradeço imensamente a essa amiga, já disse obrigada tantas vezes que se tivesse palavras esgotadas não poderia agradecer a mais ninguém. Eu devo desculpas a meu irmão, por tê-lo culpado injustamente, mesmo que ele não o saiba. Eu preciso de paciência para lidar com minha mãe, afinal, o filho dela acabou de passar por uma cirurgia e não está lá no melhor dos estados.
Desse modo, eu lhe pergunto, caro amigo:
Eu fiz alguma coisa certa essa semana?
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita"
Eu não costumo escrever sem ter certeza que alguém lerá, portanto a letra do Chico logo acima serve para que pelo menos em minha louca imaginação, tenha alguém lendo isso.
Meu caro amigo,
Já faz algum tempo desde que resolvi escrever algo por aqui, mas daqui a alguns dias eu embarcarei em um voo pro exterior.
Como já disse algum gênio da Perdigão, vou abrir meu coração pra você. Eu nunca andei de avião na vida. Eu nunca sai do Brasil. E eu nunca, imaginei que quando saísse seriam em tais condições.
Até umas semanas atrás, as condições a que me referi eram as melhores:
Tinham conseguido uma casa linda e barata pra ficarmos
Iríamos todos para Espanha
Poderíamos ver o que quiséssemos
E então, recebemos uma notícia, uma notícia que fez com que minha mãe quisesse adiantar a viagem.
Não sei se são apenas meus pais que são assim, mas sempre eu sou a última a saber do que está se passando. Eu não fazia ideia que minha mãe estava tentando trocar os dias do voo, que meu irmão havia se machucado jogando vôlei e muito menos que tinha sido sério o bastante pra ele ir para uma cirurgia no dia seguinte.
E essas são as circunstâncias atuais:
Não temos mais a casa linda
Meu irmão não vai mais conosco
Poderemos admirar bastante o interior do hospital, caso as coisas não melhorem.
A situação em casa está um caos, e pra compensar a preocupação que minha mãe tem com meu irmão, ela está teimando com toda e qualquer coisa que eu faça ou não faça.
Obviamente eu não quero culpar meu irmão por isso, e me senti horrível por tê-lo feito outro dia. "Afinal, se ele não tivesse machucado a perna não teríamos nenhum desses problemas" E eu fiquei brava, brava comigo e com ele.
Com ele por ser o culpado (pelo menos em minha mente) e comigo, por culpá-lo sendo que ele era apenas mais uma vítima, e uma mais afetada que eu ainda.
Egoísta como sou, ao saber das notícias fui ao meu colégio, tanto porque daqui a pouco teria aulas, tanto pra fugir um pouco do clima em casa. Não que eu seja de todo transparente, mas sempre que eu chego com algum problema na escola, uma amiga repara.
Eu choro por razões várias, como filmes melosos, dor e a mais comum, raiva. Naquele dia, no banheiro da escola mesmo, eu descarreguei muito que estava preso.
Enquanto as lágrimas escorriam, ela me consolava. E a cada palavra, uma lágrima. Cada lágrima, um peso descarregado. Era incrível, como uma coisa tão leve pode pesar tanto na alma de alguém.
Eu agradeço imensamente a essa amiga, já disse obrigada tantas vezes que se tivesse palavras esgotadas não poderia agradecer a mais ninguém. Eu devo desculpas a meu irmão, por tê-lo culpado injustamente, mesmo que ele não o saiba. Eu preciso de paciência para lidar com minha mãe, afinal, o filho dela acabou de passar por uma cirurgia e não está lá no melhor dos estados.
Desse modo, eu lhe pergunto, caro amigo:
Eu fiz alguma coisa certa essa semana?
quinta-feira, 9 de maio de 2013
O incrível ser humano - A poesia que me rendeu falta de atenção numa aula de química importante / Desastre Bônus
Buenas noches!
Tou a postar tudo de uma vez porque não tenho sono e vou ficar ocupada por um tempo, então bora aproveitar a noite que só faltam mais duas criações velhas e aí já acaba
Poesias escritas em plena aula que não deveriam ser compartilhadas apresenta...
O Incrível Ser Humano
É incrível o poder do ser humano
Ter consciência e ser insano
Olhar ao redor relutante
Com olhos cegos de ignorante
Sem perceber que o perigo se aproxima
Parar dar ao homem o fim da sina
Heloisapéssima em química Campanhã
Pensa num poeminha curto. Ao escrevê-lo aqui percebi que não gosto de posts tão curtos, então vou compartilhar com vocês algo horrível que aconteceu comigo esses tempos.
Pra quem me conhece, sabe que eu tenho um histórico em tropeçar, cair, derrubar, e todos os verbos que possam ser empregados a alguém tão desastrada quanto eu.
Nesta minha proeza, eu consegui um combo.
Eu tropecei, caí e derrubei.
Eis a reconstituição da cena:
Estava eu saindo de casa, atrasada para a aula de vôlei, quando, ao virar a esquina eu tropeço emalgo alguém.
Estavam começando a reformar a casa da esquina, e eu nem um pouco desastrada, simplesmente tropecei no pedreiro, que estava agachado medindo (acho eu) alguma coisa no chão.
O que você faria se tropeçasse num pedreiro?
Eu, do jeito que sou sairia correndo feito uma louca.
E foi exatamente isso que eu fiz. Eu levantei e corri um quarteirão inteiro em segundos só pra escapar da visão do pedreiro, ao virar a próxima esquina eu me toquei, que as obras só estavam começando, e eu seria obrigada a ver o pedreiro sempre que fosse para casa.
Sem pensar, soltei um palavrão em voz alta, e assustei um cachorro, que dormia em frente a Pet Shop que ficava na esquina em que me encontrava.
O interessante agora, é que sempre que vou para casa, perto daquela esquina, eu sinto uma vontade estranha de pegar o telefone e falar sozinha como se tivesse alguém do outro lado da linha e evito contato visual a qualquer umpedreiro que me olhe.
Estranho né?
Tou a postar tudo de uma vez porque não tenho sono e vou ficar ocupada por um tempo, então bora aproveitar a noite que só faltam mais duas criações velhas e aí já acaba
Poesias escritas em plena aula que não deveriam ser compartilhadas apresenta...
O Incrível Ser Humano
É incrível o poder do ser humano
Ter consciência e ser insano
Olhar ao redor relutante
Com olhos cegos de ignorante
Sem perceber que o perigo se aproxima
Parar dar ao homem o fim da sina
Heloisa
Pensa num poeminha curto. Ao escrevê-lo aqui percebi que não gosto de posts tão curtos, então vou compartilhar com vocês algo horrível que aconteceu comigo esses tempos.
Pra quem me conhece, sabe que eu tenho um histórico em tropeçar, cair, derrubar, e todos os verbos que possam ser empregados a alguém tão desastrada quanto eu.
Nesta minha proeza, eu consegui um combo.
Eu tropecei, caí e derrubei.
Eis a reconstituição da cena:
Estava eu saindo de casa, atrasada para a aula de vôlei, quando, ao virar a esquina eu tropeço em
Estavam começando a reformar a casa da esquina, e eu nem um pouco desastrada, simplesmente tropecei no pedreiro, que estava agachado medindo (acho eu) alguma coisa no chão.
O que você faria se tropeçasse num pedreiro?
Eu, do jeito que sou sairia correndo feito uma louca.
E foi exatamente isso que eu fiz. Eu levantei e corri um quarteirão inteiro em segundos só pra escapar da visão do pedreiro, ao virar a próxima esquina eu me toquei, que as obras só estavam começando, e eu seria obrigada a ver o pedreiro sempre que fosse para casa.
Sem pensar, soltei um palavrão em voz alta, e assustei um cachorro, que dormia em frente a Pet Shop que ficava na esquina em que me encontrava.
O interessante agora, é que sempre que vou para casa, perto daquela esquina, eu sinto uma vontade estranha de pegar o telefone e falar sozinha como se tivesse alguém do outro lado da linha e evito contato visual a qualquer um
Estranho né?
Achava justo deixar o título em branco mas aparentemente não posso fazer isso.
Da série : Poesias escritas no nono ano em plena aula...
Uma poesia sem título!
óóóó, pra manter a integridade do negócio, não vou criar um título, as poesias que postei e vou postar são exatamente as que escrevi antes mas com alguns erros ortográficos corrigidos.
Ah, onde estão meus modos, boa noite.
Agora vamos a poesia de número 2! (vou por em itálico, pra diferenciar a poesia desta introduçãozinha) (e também porque poesia em itálico fica mais bonita)
Dizes mentiras
Como que fala verdades
Age como santa
Mas conheço tuas maldades
Fazes pose de boa esposa
Filha, mãe, toda perfeita
Torcendo para que não descubram
Que não é assim tão moça direita
Vista tua máscara
Ela pouco me importa
Finges que não me ama
Mas de amor acaba morta
Heloisa Poetiza Campanhã
Uma poesia sem título!
óóóó, pra manter a integridade do negócio, não vou criar um título, as poesias que postei e vou postar são exatamente as que escrevi antes mas com alguns erros ortográficos corrigidos.
Ah, onde estão meus modos, boa noite.
Agora vamos a poesia de número 2! (vou por em itálico, pra diferenciar a poesia desta introduçãozinha) (e também porque poesia em itálico fica mais bonita)
Dizes mentiras
Como que fala verdades
Age como santa
Mas conheço tuas maldades
Fazes pose de boa esposa
Filha, mãe, toda perfeita
Torcendo para que não descubram
Que não é assim tão moça direita
Vista tua máscara
Ela pouco me importa
Finges que não me ama
Mas de amor acaba morta
Heloisa Poetiza Campanhã
Poesias que não deveriam ser compartilhadas
Olás.
Então, lá pelo nono ano eu coloquei na cabeça que queria escrever poesia. Acreditei tanto nisso que em meu querido caderno companheiro, separei uma das dez matérias para minhas, tão desejadas poesias.
Acabou que usei três páginas para elas e o resto pra jogar stop. Não posso nem dizer que estou surpresa.
Mas como aqui eu já postei a tal poesia que eu fiz dormindo em inglês, vou postar as que fiz enquanto estava na escola também.
Esta, especificamente, eu fiz na aula do márcio (vulgo professor de matemática)
E aparentemente eu estava revoltada, se bem que eu era meio estranha quando era mais nova, criava sentimentos aleatórios, era capaz de nem estar revoltada de verdade.
Estou falando com um computador, retiro o que disse; eu sou estranha até hoje.
Mas cá vai ela:
Decepção
Tudo que ouço é não
Parece que jovem não tem razão
Mas na verdade eles que são
Para nós, uma grande decepção
Me disseram que seria legal
Viver num mundo ideal
Onde sou diferente, mas igual
Utopia, não mundo real
Prepararam-nos para vencer a idade
Sobreviver a cidade
Nunca perder a criatividade
Mas silenciaram a liberdade
Mas esse mundo é triste e injusto
Onde a cada passo você leva um susto
Todos querem um salário robusto
Vencer a qualquer custo
Esse mundo se move a dinheiro
Onde esse sempre vem primeiro
Vinte quatro horas, o ano inteiro
Para nós, uma grande decepção
Heloisa Campanhã
Então, lá pelo nono ano eu coloquei na cabeça que queria escrever poesia. Acreditei tanto nisso que em meu querido caderno companheiro, separei uma das dez matérias para minhas, tão desejadas poesias.
Acabou que usei três páginas para elas e o resto pra jogar stop. Não posso nem dizer que estou surpresa.
Mas como aqui eu já postei a tal poesia que eu fiz dormindo em inglês, vou postar as que fiz enquanto estava na escola também.
Esta, especificamente, eu fiz na aula do márcio (vulgo professor de matemática)
E aparentemente eu estava revoltada, se bem que eu era meio estranha quando era mais nova, criava sentimentos aleatórios, era capaz de nem estar revoltada de verdade.
Estou falando com um computador, retiro o que disse; eu sou estranha até hoje.
Mas cá vai ela:
Decepção
Tudo que ouço é não
Parece que jovem não tem razão
Mas na verdade eles que são
Para nós, uma grande decepção
Me disseram que seria legal
Viver num mundo ideal
Onde sou diferente, mas igual
Utopia, não mundo real
Prepararam-nos para vencer a idade
Sobreviver a cidade
Nunca perder a criatividade
Mas silenciaram a liberdade
Mas esse mundo é triste e injusto
Onde a cada passo você leva um susto
Todos querem um salário robusto
Vencer a qualquer custo
Esse mundo se move a dinheiro
Onde esse sempre vem primeiro
Vinte quatro horas, o ano inteiro
Para nós, uma grande decepção
Heloisa Campanhã
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Poeta sonolenta
Algo inédito aconteceu.
Estava eu dormindo no chão (como de costume) e sonhei com a história de uma menina, mas tudo em inglês. Acordei e o poema estava em minha cabeça.
Deem um desconto a ele por favor, tecnicamente, eu o fiz dormindo:
Story of a lovely child
The story of a couple
Which I call dad and mom
Who fell in love in high school
And married
before prom
They married because of a life
A life about to start
Who came to unite their heart
In the belly of my father’s wife
That baby was my brother
So loved, never lorn
The perfect family
Until I was born
My dad always wanted a girl
My brother, wanted a sister so long
My mom treated me like a baby doll
I don’t know what went wrong
From what I remember, one thing is for sure
I never saw my parents demonstrate love
I never lived with that family, so pure
I never met the persons I’ve spoken above
When I was a kid, I saw my parents fight
I saw my brother shake of fear
I’ve seen my my mom go to the light
And my father drunk of endless beers
So cop, this is why I did this
You won’t feel bad for me, I hope
I’m doing the right thing
Tell my father, when you find my body, I wrote that
note.
Heloisa Campanhã
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