quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Desespero de quarta-feira

Eu não posso ter sido a primeira pessoa a amar e odiar algo ao mesmo tempo. E por favor, se eu for, mintam para que eu não me sinta tão estranha.
Hoje é uma simples quarta-feira na pacata vidinha que eu vivo na megalópole (alerta de enorme quantidade de ironia na palavra) onde moro. O problema das quartas-feiras é que nelas mora o perigo e o amor. Porque é nelas em que eu tenho minhas aulas de redação.
Minha professora é simplesmente um gênio, portanto bate um desespero na hora de escrever porque a seguinte frase não sai da cabeça: O que ela vai achar disse texto?
E por ela ser um gênio, que eu completamente admiro (ela não sabe que eu tenho um blog, logo não estou a bajulando por nota) me importo com a opinião dela. E é por isso que eu tenho pavor de entregar meus trabalhos e, consequentemente, pavor das quartas-feiras.
Hoje ela nos mostrou desde textos extremamente ruins até os tão bons que dá vontade de abraçar quem escreveu, e enquanto mostrava a ralé ria de gosto ao ver erros e nos mostrar os absurdos. Digamos que isso contribuiu muito pra que meu medo crescesse e que eu precisasse desabafar sobre o assunto num blog desconhecido.

Não é uma historinha de humor, nem uma triste, mas sim um desafogo de algo completamente desnecessário mas que me acompanha por onde eu vou.
Vou publicar logo isso antes que eu comece a reler o que escrevi e decida colocar nos rascunhos juntos com os outros mil e um textos que eu não publico com medo de algum dia ela descobrir que tenho um blog.
                                                    É, a vida não tá fácil pra ninguém.


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