Olá caros leitores.
Eu não sei se vocês já tiveram a experiência horripilantemente traumática que é encontrar três baratas em menos de cinco minutos.
Eu acabei de experimentar hoje essa minha teoria, e como eu falei ali em cima, é horripilantemente traumática.
Devido ao meu histórico com baratas (preciso compartilhar isso com vocês qualquer dia) eu deveria estar preparada pra isso, mas eu fui pega de surpresa.
Estava eu indo guardar as coisas que lavei após fazer pipoca, eis que me deparo com algo. Algo pequeno, marrom e nojento.
Preciso dizer que a panela em minhas mãos tirou propulsão do oxigênio e se atirou pra cima? Creio que não mas foi exatamente o que aconteceu. Ao cair, o baque me fez desviar o olhar do pequeno inseto dentro do armário, mas por pouco tempo, pois todo mundo sabe o desespero que é perder uma barata de vista.
Para minha sorte, o bicho não se moveu um centímetro, mas sim, caros leitores, eu ainda estava desesperada com adrenalina correndo no meu corpo como se disputasse uma São Silvestre.
Contive o grito, já que o bicho tava morto pelo menos, mas fui em direção ao quarto designado aos meus pais e encontrei minha progenitora deitada assistindo, nada mais nada menos, que novela.
A alertei sobre o perigo das baratas mortas no armário de panelas e ela com toda a elegância e bondade materna que sempre cuida de seus filhos nessas situações necessárias de super proteção me respondeu:
- Se vira.
Eu, como uma pessoa de opinião que não sucumbe a nada fiz o que cada um faria nessas situações
...
Quem pensou aí que eu implorei, acertou.
Relutante ela foi lá, olhou pra barata, tirou algumas panelas da frente e pegou o pano que forrava o armário, levando consigo a barata.
Porém, quando ela levantou o pano algo voou
SIM, VOOU.
Uma SEGUNDA barata estava presa no pano, mas quando minha mãe o levantou a barata foi lançada.
Aí sim, eu me desesperei, o bicho passou reto, um tanto longe de mim, mas o desespero aumentou.
A adrenalina se transformou num corredor Queniano que parecia correr pela própria vida, aí sim, eu gritei.
Minha mãe se assustou com meu grito e derrubou o pano, lançando ao chão, a outra barata (morta) que estava neste.
A barata nº2 não havia se mexido desde que fora lançada, logo descobrimos que esta também estava morta.
Minha mãe, inconformada pelo alvoroço que eu tava fazendo pelas baratas mortas pegou uma pá, uma vassoura e tirou as duas de lá, com uma cara carrancuda, estava perdendo a novela.
Mas ela tirou sei de lá onde, uma ideia de vasculhar o armário em busca de outras possíveis baratas, mais tarde eu descobriria que essa ideia foi muito boa.
Logo na primeira panela que ela tirou eu vi, aquele mesmo bichinho virado de costas com as patinhas para o ar, DENTRO DA PANELA! Adrenalina corria em minhas veias como um carro de formula 1
Minha mãe continuou tirando as panelas, não tinha visto o bicho lá. Depois do meu grito e eu apontar pra panela ela raciocinou um pouco e viu a baratinha.
Se livrou dela com o mesmo cuidado e precaução das outras, a jogando de qualquer jeito no lixo.
Como eu fui a descobridora das baratas e tanta adrenalina passou pelo meu corpo me foi dito que eu deveria me acalmar, e como diria minha mãe:
- Que jeito melhor de acalmar que lavar a louça?
Após tudo isso eu ainda tive que lavar toda a louça que jazia na pia.. incluindo uma panela, que veio com um brinde.
Uma patinha de barata.
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